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No “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto” - Vidas riscadas- 2.ª Guerra Mundial (do horror e da vergonha).

Desistimos. Não há como. Como dizer da angústia e do medo, do espanto e da dúvida, da fome e do frio.

Caem, soltas, na folha branca, palavras que não conseguem resistir ao peso que carregam e assim nos escapam e impedem de contar do tão pouco que sabemos; levam consigo a inutilidade das lágrimas, porque, na incomensurável tragédia, o choro se faz nó de tristeza sem tamanho e se prende, condenado, na caverna do peito, sem grito que o desamarre.

Então, o silêncio – o mais dolorido e negro silêncio perante a nudez da alma e dos corpos, perdido o último sinal da dignidade humana para a mais rasa abjeção.

Não há como achar um fio de luz no negro abismo da noite ou da morte.

Nestes dias, em que a História se faz hoje através de uma onda de publicações literárias que procuram documentar o ódio que matou tantos milhões de europeus perseguidos apenas por terem nascido, ouçamos finalmente as suas vozes: poucas revoltadas, quase sempre resignadas ou acabrunhadas, como se o seu indizível e inimaginável sofrimento se tatuasse em culpa ou estigma. São vozes sem idade, porque de todas as idades, que se afirmam na primeira pessoa do singular -real ou ficcionada-, ou se projetam na de um narrador privilegiado que tudo viu e ouviu e sentiu e viveu, para, iluminado pela força do verbo, nos vir mostrar o horror de um tempo que a todos nos envergonha.

Vamos, finalmente, ouvi-las falar: da vida e do fim, da guerra e da resistência, da solidariedade e do abandono, do desespero e da fé, da solidão, do amor, do perdão.

Vamos libertá-las, lendo-as em páginas onde o testemunho da dor se consubstancia nas palavras, que, ao contrário de nós, alguns conseguiram encontrar. Ainda bem.

De entre tantas obras que, sobretudo nos tempos mais recentes, têm surgido sobre este assunto, aqui lhe deixamos algumas sugestões de leitura recolhidas do nosso acervo particular.

 

 

 

 

Como complemento da leitura do livro O Rapaz do Pijama às Riscas, de John Boyne, sugerimos a visualização do filme homónimo, do qual apresentamos o trailer.