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Atividades

 

O Projeto Ler com Amor assinala esta importante efeméride, publicando um  texto alusivo ao livro e ao ato de ler e um conjunto de fotografias que ilustram o seu conteúdo. Como complemento, apresentamos ainda um vídeo sobre a criação do livro.

 

Objetos Leitores

Como o sol ou como a chuva, como os pomares e as searas, os livros são nossas reservas de energia necessária à superação dos dias. Contêm a luz e a água, a doçura fresca dos frutos, o cheiro quente do pão no manancial de palavras que nos oferecem: as que dizemos, as que ouvimos, escrevemos ou lemos ou, simplesmente, guardamos no mais recôndito silêncio de nós.

Não espanta, portanto, que tão grandiosa invenção seja recorrentemente representada por todos os meios, de modo especial pela arte, que a escreve, a pinta e a esculpe, no seu símbolo maior: o livro.

Poderíamos ir à sua procura como tema de estátuas e de quadros que vêm atravessando os tempos e são ainda prova e testemunho do seu inquestionável valor.

O que nos traz hoje, porém, é muito mais simples, mais próximo, familiar e acessível: o livro nos objetos que povoam o quotidiano das nossas vidas e das nossas casas, cumprindo, muitas vezes em simultâneo, funções utilitárias e decorativas.

Lembramo-nos, a propósito, de atividades que desenvolvemos nos últimos natais em que foi possível o convívio físico com os livros e com quem gosta de estar com eles: “A ler com os anjos”, por exemplo. Eram (são) figuras de anjos-leitores expressando sempre o prazer que o livro ou, sobretudo, o ato de leitura proporciona.

Deixamo-los guardados no armário das nossas coleções particulares e vamos agora, por aí, dar uma vista de olhos sobre outras coisas, despretensiosas e ingénuas, que a toda a hora vemos ou de que nos servimos. E se as olharmos com atenção, talvez seja possível percebermos que, à sua maneira, também elas nos trazem a palavra- nossa -de- cada- dia posta à mesa das nossas manhãs.

Eis alguns exemplos:

 

 

 

O Baú de Leitura da EB/PE de Santo António e Curral das Freiras não podia esquecer de comemorar os 47 anos da revolução dos cravos, uma data histórica que nos libertou da ditadura e instaurou a liberdade e a democracia em que vivemos. Comemorar esta data constitui uma obrigação histórica pelo seu significado, simbologia e homenagem que nos merecem todos aqueles que com a sua vida, exemplo e determinação, tornaram realidade os direitos que temos hoje.

Para recordar esta data, foi  feita uma pequena exposição junto à biblioteca de Santo António com trabalhos de alguns alunos, e escolhido o poema de José Jorge Letria “O Dia da Liberdade, 25 de Abril ” no qual este grande poeta português  fala  do dia em que um grito de liberdade ecoou na nossa nobre pátria, Portugal.

O Dia da Liberdade, 25 de Abril

Este dia é um canteiro
com flores todo o ano
e veleiros lá ao largo
navegando a todo o pano.
E assim se lembra outro dia febril
que em tempos mudou a história
numa madrugada de Abril,
quando os meninos de hoje
ainda não tinham nascido
e a nossa liberdade
era um fruto prometido,
tantas vezes proibido,
que tinha o sabor secreto
da esperança e do afeto
e dos amigos todos juntos
debaixo do mesmo teto.25abril

O Projeto Baú de Leitura assinalou o “Dia Internacional da Poesia” e o “Dia Internacional da Árvore” - 21 de março - realizando uma atividade denominada Folhas com Poesia, tendo os alunos desenhado e recortado folhas de plátano em papel de vários tons de verde e construído uma árvore. Esta foi montada junto à biblioteca da escola, no edifício de Santo António, e nela foram incluídas várias mensagens em forma de quadras poéticas, realizadas por algumas turmas do segundo ciclo, visto que as turmas do terceiro ciclo estão a ter aulas online.

Para comemorar esta data foi selecionado um poema de Fernando Namora intitulado “Fazer das coisas fracas um poema” no qual o sujeito poético fala de poesia e de uma árvore.

Fazer das coisas fracas um poema

Uma árvore está quieta,
murcha, desprezada.
Mas se o poeta a levanta pelos cabelos
e lhe sopra os dedos,
ela volta a empertigar-se, renovada.
E tu, que não sabias o segredo,
perdes a vaidade.
Fora de ti há o mundo
e nele há tudo
que em ti não cabe.

Homem, até o barro tem poesia!
Olha as coisas com humildade.

Fernando Namora, em “Mar de Sargaços”

 

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Este ano, o Carnaval será vivido de forma diferente: não haverá cortejos, nem foliões nem a habitual alegria de outros anos, mas será, sem dúvida, uma época para desfrutar em família, fazendo brincadeiras e partilhando bons momentos com os que moram connosco, pois cada um de nós é um agente de saúde pública, e o combate a este inimigo invisível, que praticamente parou o mundo, depende do nosso comportamento responsável e firme.  Provavelmente, teremos mais tempo para fazer os sonhos e as malassadas tradicionais da Madeira, regadas com o nosso delicioso mel de cana. Poderemos também ver filmes ou cortejos de Carnaval de anos anteriores na televisão…

A pandemia veio alterar as nossa vidas de uma forma inesperada e o sistema de ensino teve de mudar e adaptar-se a esta nova realidade. As planificações realizadas pelos docentes de cada uma das disciplinas tiveram de ser alteradas, tendo em conta um regime misto de aulas (presenciais e online).

Esta situação tem sido difícil para toda a comunidade escolar, em especial, para os docentes que têm de lecionar de forma presencial e online no mesmo dia.

Por estes motivos, nós, as dinamizadoras do Projeto Baú de Leitura, tivemos de alterar a data do concurso de soletração previsto para o dia 12 de fevereiro, por falta de condições para a respetiva realização, visto existirem várias turmas em confinamento. Além disso, a incerteza acerca do que vai acontecer nas próximas semanas, tem provocado o adiamento de outras atividades previstas no âmbito do Projeto Baú de Leitura.

 

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No “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto” - Vidas riscadas- 2.ª Guerra Mundial (do horror e da vergonha).

Desistimos. Não há como. Como dizer da angústia e do medo, do espanto e da dúvida, da fome e do frio.

Caem, soltas, na folha branca, palavras que não conseguem resistir ao peso que carregam e assim nos escapam e impedem de contar do tão pouco que sabemos; levam consigo a inutilidade das lágrimas, porque, na incomensurável tragédia, o choro se faz nó de tristeza sem tamanho e se prende, condenado, na caverna do peito, sem grito que o desamarre.

Então, o silêncio – o mais dolorido e negro silêncio perante a nudez da alma e dos corpos, perdido o último sinal da dignidade humana para a mais rasa abjeção.

Não há como achar um fio de luz no negro abismo da noite ou da morte.

Nestes dias, em que a História se faz hoje através de uma onda de publicações literárias que procuram documentar o ódio que matou tantos milhões de europeus perseguidos apenas por terem nascido, ouçamos finalmente as suas vozes: poucas revoltadas, quase sempre resignadas ou acabrunhadas, como se o seu indizível e inimaginável sofrimento se tatuasse em culpa ou estigma. São vozes sem idade, porque de todas as idades, que se afirmam na primeira pessoa do singular -real ou ficcionada-, ou se projetam na de um narrador privilegiado que tudo viu e ouviu e sentiu e viveu, para, iluminado pela força do verbo, nos vir mostrar o horror de um tempo que a todos nos envergonha.

Vamos, finalmente, ouvi-las falar: da vida e do fim, da guerra e da resistência, da solidariedade e do abandono, do desespero e da fé, da solidão, do amor, do perdão.

Vamos libertá-las, lendo-as em páginas onde o testemunho da dor se consubstancia nas palavras, que, ao contrário de nós, alguns conseguiram encontrar. Ainda bem.

De entre tantas obras que, sobretudo nos tempos mais recentes, têm surgido sobre este assunto, aqui lhe deixamos algumas sugestões de leitura recolhidas do nosso acervo particular.

 

 

 

 

Como complemento da leitura do livro O Rapaz do Pijama às Riscas, de John Boyne, sugerimos a visualização do filme homónimo, do qual apresentamos o trailer.